Exposição: De Simples Fotos a Grandes Imagens

Por Lara Gouvêa
Equipe Alta Books

Um dos últimos lançamentos da editora Alta Books é o livro de fotografia dos autores e fotógrafos Laurie Excell, John Batdorff, David Brommer e Steve Simon. Todos possuem vasta experiência na área da fotografia e decidiram juntar um pouco do que sabem em apenas um livro: Exposição: De Simples Fotos a Grandes Imagens.

Com abordagem diferenciada e instigante, eles partilham experiências adquiridas ao longo da carreira com fotógrafos iniciantes, experientes e com aqueles que querem aperfeiçoar as técnicas básicas da profissão. ISO, iluminação, velocidade do obturador e diafragma, tipos de ângulo, acessórios, objetivas, filtros, teoria das cores, escala de cores, configurações são alguns dos temas falados na obra.

Este livro é o guia completo de alguns dos mais conceituados fotógrafos do mundo. O livro também traz ilustrações de exemplos com as devidas informações sobre o foco e velocidade do obturador usados no momento da captura, alguns modelos de câmera, que tipos de acessórios levar para cada evento.

Um aspecto interessante sobre este livro é que a cada fotógrafo é reservado um capítulo relacionado à área em que trabalha. Por exemplo: no capítulo 8, Steve Simon explica conceitos e técnicas da velocidade na fotografia e tipos de flash; e se você tem curiosidade sobre o assunto, este livro lhe é destinado.

Outros capítulos oferecem linhas de regras do que deve ou não ser feito, como no capítulo 8 e 9. No capítulo 7, o fotógrafo John Batdorff apresenta uma série de dicas de como abordar e fotografar Nu Artístico, Preto e Branco, Arquitetura, sempre ligando a sua experiência como fotógrafo da área.

Se existem limitações de cena e espaço, no capítulo 10 Laurie Excell aconselha a hora certa para fotografar. Se a prática leva à perfeição, Excell considera que o leitor deva aprender com os erros, como sugere no capítulo 8. Uma coleção de exercícios que instigam a pensar, criar e até mesmo quebrar as regras. E o que seria quebrar regras? Quando o olhar fotográfico é mais importante que qualquer técnica. Excell dá dicas para se conseguir as melhores fotos em lugares que você mesmo duvidaria.

Exposição: De Simples Fotos a Grandes Imagens. Seja o fotógrafo que sempre quis com este livro. Indicado a todos os níveis.

O que é defeito?

Antes de definir exatamente o que é defeito, gostaria de lembrar que defeitos custam caro. Em 2002, um estudo financiado pelo NIST (National Institute of Standards and Technology) constatou que erros de software custam anualmente US$ 59 bilhões à economia dos Estados Unidos. O estudo também estimou que mais de um terço desse valor, ou aproximadamente US$ 22,2 bilhões, poderia ser economizado caso fossem realizados investimentos em uma melhor infraestrutura de testes. Ou seja, se os testes pudessem ser executados de forma organizada, a economia com o custo dos defeitos seria muito grande.

Para definir o que é defeito usamos as seguintes fontes:

  • ISO/IEC 29119 – International Standard Organization.
  • Martin Pol e outros – Software Testing – A Guide to Tmap Approach – Editora Addison Wesley.

Muitas vezes existe alguma confusão para definirmos a separação entre defeito, e, por exemplo, erro ou bug. A tabela abaixo mostra alguns desses termos e a sua definição:

Fonte da definição

 

Descrição de defeito

 

ISO/IEC 29119

 

Qualquer condição que causa um desvio de um resultado baseado no que diz um requisito, um documento de especificação, um documento do usuário, um padrão, ou conforme a experiência ou percepção do técnico, que requeira investigação.Obs.: defeitos podem ser encontrados em produtos de software ou artefatos de software.

 

Martin Pol e outros

 

Defeito ou falha é o resultado de um erro residente num código ou num documento.

 

Rios & Moreira

 

 

Defeito é uma diferença entre o resultado produzido e o especificado, quando as especificações existem e estão corretas.

 

Ron Patton Um defeito ocorre quando o software não faz alguma coisa que pela especificação do produto deveria fazer.

Ou faz alguma coisa que a especificação diz para não fazer.

Ou faz alguma coisa que a especificação não menciona.

 

As abordagens mais recentes têm procurado usar o termo incidente para o registro do problema e defeito para caracterizar a aceitação pelo desenvolvedor ou pelo Comitê de Defeitos (encarregado de administrar e filtrar os incidentes/defeitos). Ou seja, no primeiro momento encontramos um incidente que posteriormente poderá ou não virar um defeito. 

Termo      

     

Definição

 

Defeito

 

Já definido.

 

Erro

 

Falha humana que provoca o aparecimento de um defeito.

 

Bug

 

Ver defeito.

 

Incidente

 

A norma ISO diz que o testador registra um incidente que apenas virá defeito quando é reconhecido como tal.

 

Anomalia

 

 

Igual a incidente (definido pela norma IEEE 829:2008).


Para uma explicação mais completa sobre a definição de defeito sugerimos uma consulta ao micro curso abaixo:

A memória dos livros

Sou um rato de livrarias. Em qualquer uma que entro levo pelo menos dois exemplares de alguma boa literatura, para satisfazer o ego do leitor que reside em mim. E quando se trata de sebo, sou uma traça: vasculho cada prateleira, minuciosa e cuidadosamente, à procura de raridades ou algo colecionável para alimentar a fome de letras. Por exemplo, meu faro aguçado me levou a encontrar a primeira edição de um Luís Fernando Veríssimo, bem antigo, caindo aos pedaços – que só não foi comprada por não saber onde colocar a peça de museu; um exemplar bilingue de um livro de poemas de Michelangelo, o qual catei rapidamente; uma Clarisse autografada, que custava uma fortuna e valia todas as notinhas da carteira; uma Marly autografada e um infantil escrito por Cervantes, em espanhol, coisa rara por aqui. A felicidade é indescritível nesses momentos. Podem imaginar o que sinto nesses ambientes cheios de poeira, teias e memórias quando me deparo com preciosidades que parecem esquecidas? É como o reencontro de velhos amigos.

Nesses reencontros descubro raridades que poucos veem. Minha fixação por exemplares incomuns, assinados por uma caneta ilustre, é notória, mas é além dos limites da coroação que passei a encontrar outras raridades, mais importantes inclusive: sentimentos de pessoas comuns que foram esquecidos. É como um fetiche. Sou o fofoqueiro literário em busca da vida alheia nas páginas de velhos romances. Vasculho cada livro à procura de resquícios de momentos eternizados nas páginas dos livros.

Sim, os livros possuem suas próprias memórias – universos particulares cheios de amor, tédio, ou solidão – independente das nossas, que precisam dessas para se tornarem mais leves ou daquelas inventadas pelos autores. Não falo da psicologia ou do lirismo que cada escritor constrói. Cada obra que analiso guarda em si a lembrança afetiva do seu dono; alguém que, por gostar ou odiar, registrou na folha de rosto todos os seus sentimentos e desejos antes de condená-la definitivamente à prateleira de algum sebo.

Alguns exemplos claros. Um livro de contos de Cora Coralina lembrava-se de uma tia e pedia-lhe força nas empreitadas. Poderia ser a minha tia. Já um de Colasanti desejava felicidades ao novo amor. O meu? Um Drummond carregava a recordação de um término por alguém gostar de uma outra pessoa, e um Balzac relatava o medo da distância. É uma infinidade de memórias que acabaram se perdendo pela necessidade do esquecimento, da venda do material, do pouco gosto pela leitura ou qualquer outro motivo não explicado. Talvez pelo gasto dos dedos. Entregamo-nos ao pedaço de papel sem saber a consequência do ato. No fundo, acredito que essa manifestação seja mais importante do que a literatura em questão, pois é com ela que podemos intervir diretamente na obra, recriando-a como quisermos e eternizando recordações que embelezam o livro e conferem um brilho que valoriza o objeto enquanto ele se acomoda nas mãos.

Seria mais ou menos assim: os livros possuem dois universos que se interligam: o comum, categorizado pelas livrarias e pela literatura, e o real, tão sentimental quanto, que permeia suas páginas e é escrito somente pelos leitores sem o consentimento dos autores originais. São dedicatórias, autógrafos para entes queridos, romances iniciados, declarações e partidas abruptas que revelam muito do caminho percorrido pela obra e o peso que ela exerce no cotidiano. Sentimos a mesma emoção de quando a dedicatória foi talhada na página ao folheá-lo. Por vezes, vemo-nos naquilo que está escrito. Quantos Lucianos em busca de suas Robertas existem? Somos cada um deles ao folhearmos algo que deveria ser íntimo, mas por motivos inexplicáveis foi publicado e acaba por fazer parte de nossa história também.

O triste disso tudo, se é que posso dizer isso, pois perduramos a mensagem transformando-a em uma pequena e rara obra de arte, é que compramos a memória dos outros sem pagar direito autoral. Há uma infinidade de segredos adquiridos sem o consentimento de seus verdadeiros proprietários. Em um livro que tive o prazer de comprar, todas as páginas foram marcadas com explicações sobre poesia. Rimas, funções, teoria. Um Drummond me levou a crer que seu dono estudava para ser poeta ou escritor, mas deixou de acreditar na poesia e preferiu se desfazer do livro para não guardar recordações dolorosas.

Já devo ter autografado uma série de livros e talvez os encontre na prateleira de algum sebo. Não posso reclamar. A memória afetiva não cabe a mim ou a qualquer um, mas unicamente ao objeto que circulará por outras mãos e divulgará todas as minhas (nossas) intenções. Tampouco posso proibir que o presenteado se desfaça do agrado e com isso divulgue meu amor escondido. Se eu quisesse realmente não ser descoberto não ocuparia as páginas de uma obra – que até serve como consolo. Um amor não correspondido pode durar para sempre nas folhas de rosto. Quer eternizar uma prova de amor? Escreva um testamento e o repasse adiante por meio de um livro. Não há melhor prova e ele atingirá um grande número de adeptos.

O livro é cúmplice de algo que parecia estar esquecido, mas vive muito mais do que a memória de seu criador.

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