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	<title>Blog da Alta Books</title>
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	<description>Editora Alta Books</description>
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		<title>Exposição: De Simples Fotos a Grandes Imagens</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alta Books</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipe Alta Books]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[câmera]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[foto]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Lara Gouvêa Equipe Alta Books Um dos últimos lançamentos da editora Alta Books é o livro de fotografia dos autores e fotógrafos Laurie Excell, John Batdorff, David Brommer e Steve Simon. Todos possuem vasta experiência na área da fotografia e decidiram juntar um pouco do que sabem em apenas um livro: Exposição: De Simples [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR" align="LEFT">Por Lara Gouvêa<br />
Equipe Alta Books</p>
<p lang="pt-BR" align="LEFT">Um dos últimos lançamentos da editora Alta Books é o livro de fotografia dos autores e fotógrafos Laurie Excell, John Batdorff, David Brommer e Steve Simon. Todos possuem vasta experiência na área da fotografia e decidiram juntar um pouco do que sabem em apenas um livro: <span style="text-decoration: underline;"><em><a href="http://www.altabooks.com.br/product_info.php?products_id=626">Exposição: De Simples Fotos a Grandes Imagens</a></em></span>.</p>
<p lang="pt-BR" align="LEFT">Com abordagem diferenciada e instigante, eles partilham experiências adquiridas ao longo da carreira com fotógrafos iniciantes, experientes e com aqueles que querem aperfeiçoar as técnicas básicas da profissão. ISO, iluminação, velocidade do obturador e diafragma, tipos de ângulo, acessórios, objetivas, filtros, teoria das cores, escala de cores, configurações são alguns dos temas falados na obra.<a href="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Long-Lens.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1157" title="Long Lens" src="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Long-Lens-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a></p>
<p lang="pt-BR" align="LEFT">Este livro é o guia completo de alguns dos mais conceituados fotógrafos do mundo. O livro também traz ilustrações de exemplos com as devidas informações sobre o foco e velocidade do obturador usados no momento da captura, alguns modelos de câmera, que tipos de acessórios levar para cada evento.</p>
<p lang="pt-BR" align="LEFT">Um aspecto interessante sobre este livro é que a cada fotógrafo é reservado um capítulo relacionado à área em que trabalha. Por exemplo: no capítulo 8, Steve Simon explica conceitos e técnicas da velocidade na fotografia e tipos de flash; e se você tem curiosidade sobre o assunto, este livro lhe é destinado.</p>
<p lang="pt-BR" align="LEFT">Outros capítulos oferecem linhas de regras do que deve ou não ser feito, como no capítulo 8 e 9. No capítulo 7, o fotógrafo John Batdorff apresenta uma série de dicas de como abordar e fotografar Nu Artístico, Preto e Branco, Arquitetura, sempre ligando a sua experiência como fotógrafo da área.</p>
<p lang="pt-BR" align="LEFT">Se existem limitações de cena e espaço, no capítulo 10 Laurie Excell aconselha a hora certa para fotografar. Se a prática leva à perfeição, Excell considera que o leitor deva aprender com os erros, como sugere no capítulo 8. Uma coleção de exercícios que instigam a pensar, criar e até mesmo quebrar as regras. E o que seria quebrar regras? Quando o olhar fotográfico é mais importante que qualquer técnica. Excell dá dicas para se conseguir as melhores fotos em lugares que você mesmo duvidaria.</p>
<p lang="pt-BR" align="LEFT"><span style="text-decoration: underline;"><em><a href="http://www.altabooks.com.br/product_info.php?products_id=626">Exposição: De Simples Fotos a Grandes Imagens</a></em></span><strong>. </strong>Seja o fotógrafo que sempre quis com este livro. Indicado a todos os níveis.</p>
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		<title>O que é defeito?</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Rios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autores Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Informática]]></category>
		<category><![CDATA[bug]]></category>
		<category><![CDATA[código]]></category>
		<category><![CDATA[computador]]></category>
		<category><![CDATA[defeito]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[teste]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de definir exatamente o que é defeito, gostaria de lembrar que defeitos custam caro. Em 2002, um estudo financiado pelo NIST (National Institute of Standards and Technology) constatou que erros de software custam anualmente US$ 59 bilhões à economia dos Estados Unidos. O estudo também estimou que mais de um terço desse valor, ou aproximadamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Antes de definir exatamente o que é defeito, gostaria de lembrar que defeitos custam caro. Em 2002, um estudo financiado pelo NIST (</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">National Institute of Standards and Technology) </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">constatou que erros de </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">software</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> custam anualmente US$ 59 bilhões à economia dos Estados Unidos. O estudo também estimou que mais de um terço desse valor, ou aproximadamente US$ 22,2 bilhões, poderia ser economizado caso fossem realizados investimentos em uma melhor infraestrutura de testes.</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> Ou seja, se os testes pudessem ser executados de forma organizada, a economia com o custo dos defeitos seria muito grande.</span></span></p>
<p>Para definir o que é defeito usamos as seguintes fontes:</p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial, serif; font-size: small;"><span style="font-family: Arial, serif; font-size: small;">ISO/IEC 29119 – International Standard Organization.</span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial, serif; font-size: small;"><span style="font-family: Arial, serif; font-size: small;"><span style="font-family: Arial, serif; font-size: small;">Martin Pol e outros – Software Testing &#8211; A Guide to Tmap Approach – Editora Addison Wesley.</span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;"><em><span style="font-family: Arial, serif; font-size: small;"><a href="http://www.altabooks.com.br/product_info.php?products_id=173" target="_blank">Emerson Rios/Trayahu Moreira – Teste de Software – Editora Alta Books – 2ª Edição.<br />
</a><br />
</span></em></span></li>
<li><span style="font-family: Arial, serif; font-size: small;">Ron Patton – Software Testing – Editora SAMS.</span></li>
</ul>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Muitas vezes existe alguma confusão para definirmos a separação entre defeito, e, por exemplo, erro ou </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>bug</em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">. A tabela abaixo mostra alguns desses termos e a sua definição:</span></span></p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>Fonte da definição</strong></p>
<p>&nbsp;</td>
<td><strong>Descrição de defeito</strong></p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">ISO/IEC 29119</span></p>
<p>&nbsp;</td>
<td>Qualquer condição que causa um desvio de um resultado baseado no que diz um requisito, um documento de especificação, um documento do usuário, um padrão, ou conforme a experiência ou percepção do técnico, que requeira investigação.Obs.: defeitos podem ser encontrados em produtos de software ou artefatos de software.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Martin Pol e outros</span></p>
<p>&nbsp;</td>
<td>Defeito ou falha é o resultado de um erro residente num código ou num documento.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Rios &amp; Moreira</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</td>
<td>Defeito é uma diferença entre o resultado produzido e o especificado, quando as especificações existem e estão corretas.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Ron Patton</span></td>
<td>Um defeito ocorre quando o software não faz alguma coisa que pela especificação do produto deveria fazer.</p>
<p>Ou faz alguma coisa que a especificação diz para não fazer.</p>
<p>Ou faz alguma coisa que a especificação não menciona.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;" align="JUSTIFY"><span style="font-size: small; font-family: Arial, serif;">As abordagens mais recentes têm procurado usar o termo incidente para o registro do problema e defeito para caracterizar a aceitação pelo desenvolvedor ou pelo Comitê de Defeitos (encarregado de administrar e filtrar os incidentes/defeitos). Ou seja, no primeiro momento encontramos um incidente que posteriormente poderá ou não virar um defeito. </span></p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>Termo</strong><strong>       </strong></p>
<p><strong>     </strong></td>
<td><strong>Definição</strong></p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Defeito</span></p>
<p>&nbsp;</td>
<td>Já definido.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Erro</span></p>
<p>&nbsp;</td>
<td>Falha humana que provoca o aparecimento de um defeito.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Bug</span></p>
<p>&nbsp;</td>
<td>Ver defeito.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Incidente</span></p>
<p>&nbsp;</td>
<td>A norma ISO diz que o testador registra um incidente que apenas virá defeito quando é reconhecido como tal.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-decoration: underline;">Anomalia</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</td>
<td>Igual a incidente (definido pela norma IEEE 829:2008).</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: small; font-family: Arial, serif;"><br />
Para uma explicação mais completa sobre a definição de defeito sugerimos uma consulta ao micro curso abaixo:</span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/c84ryqx03t8" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
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		<title>A memória dos livros</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 17:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angel Cabeza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipe Alta Books]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livraria]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[raridade]]></category>
		<category><![CDATA[sebo]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou um rato de livrarias. Em qualquer uma que entro levo pelo menos dois exemplares de alguma boa literatura, para satisfazer o ego do leitor que reside em mim. E quando se trata de sebo, sou uma traça: vasculho cada prateleira, minuciosa e cuidadosamente, à procura de raridades ou algo colecionável para alimentar a fome [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sou um rato de livrarias. Em qualquer uma que entro levo pelo menos dois exemplares de alguma boa literatura, para satisfazer o ego do leitor que reside em mim. E quando se trata de sebo, sou uma traça: vasculho cada prateleira, minuciosa e cuidadosamente, à procura de raridades ou algo colecionável para alimentar a fome de letras. Por exemplo, meu faro aguçado me levou a encontrar a primeira edição de um Luís Fernando Veríssimo, bem antigo, caindo aos pedaços – que só não foi comprada por não saber onde colocar a peça de museu; um exemplar bilingue de um livro de poemas de Michelangelo, o qual catei rapidamente; uma Clarisse autografada, que custava uma fortuna e valia todas as notinhas da carteira; uma Marly autografada e um infantil escrito por Cervantes, em espanhol, coisa rara por aqui. A felicidade é indescritível nesses momentos. Podem imaginar o que sinto nesses ambientes cheios de poeira, teias e memórias quando me deparo com preciosidades que parecem esquecidas? É como o reencontro de velhos amigos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/05/memoria-angel-maio.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1100" title="memoria  - angel maio" src="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/05/memoria-angel-maio-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesses reencontros descubro raridades que poucos veem. Minha fixação por exemplares incomuns, assinados por uma caneta ilustre, é notória, mas é além dos limites da coroação que passei a encontrar outras raridades, mais importantes inclusive: sentimentos de pessoas comuns que foram esquecidos. É como um fetiche. Sou o fofoqueiro literário em busca da vida alheia nas páginas de velhos romances. Vasculho cada livro à procura de resquícios de momentos eternizados nas páginas dos livros.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, os livros possuem suas próprias memórias – universos particulares cheios de amor, tédio, ou solidão – independente das nossas, que precisam dessas para se tornarem mais leves ou daquelas inventadas pelos autores. Não falo da psicologia ou do lirismo que cada escritor constrói. Cada obra que analiso guarda em si a lembrança afetiva do seu dono; alguém que, por gostar ou odiar, registrou na folha de rosto todos os seus sentimentos e desejos antes de condená-la definitivamente à prateleira de algum sebo.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns exemplos claros. Um livro de contos de Cora Coralina lembrava-se de uma tia e pedia-lhe força nas empreitadas. Poderia ser a minha tia. Já um de Colasanti desejava felicidades ao novo amor. O meu? Um Drummond carregava a recordação de um término por alguém gostar de uma outra pessoa, e um Balzac relatava o medo da distância. É uma infinidade de memórias que acabaram se perdendo pela necessidade do esquecimento, da venda do material, do pouco gosto pela leitura ou qualquer outro motivo não explicado. Talvez pelo gasto dos dedos. Entregamo-nos ao pedaço de papel sem saber a consequência do ato. No fundo, acredito que essa manifestação seja mais importante do que a literatura em questão, pois é com ela que podemos intervir diretamente na obra, recriando-a como quisermos e eternizando recordações que embelezam o livro e conferem um brilho que valoriza o objeto enquanto ele se acomoda nas mãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria mais ou menos assim: os livros possuem dois universos que se interligam: o comum, categorizado pelas livrarias e pela literatura, e o real, tão sentimental quanto, que permeia suas páginas e é escrito somente pelos leitores sem o consentimento dos autores originais. São dedicatórias, autógrafos para entes queridos, romances iniciados, declarações e partidas abruptas que revelam muito do caminho percorrido pela obra e o peso que ela exerce no cotidiano. Sentimos a mesma emoção de quando a dedicatória foi talhada na página ao folheá-lo. Por vezes, vemo-nos naquilo que está escrito. Quantos Lucianos em busca de suas Robertas existem? Somos cada um deles ao folhearmos algo que deveria ser íntimo, mas por motivos inexplicáveis foi publicado e acaba por fazer parte de nossa história também.</p>
<p style="text-align: justify;">O triste disso tudo, se é que posso dizer isso, pois perduramos a mensagem transformando-a em uma pequena e rara obra de arte, é que compramos a memória dos outros sem pagar direito autoral. Há uma infinidade de segredos adquiridos sem o consentimento de seus verdadeiros proprietários. Em um livro que tive o prazer de comprar, todas as páginas foram marcadas com explicações sobre poesia. Rimas, funções, teoria. Um Drummond me levou a crer que seu dono estudava para ser poeta ou escritor, mas deixou de acreditar na poesia e preferiu se desfazer do livro para não guardar recordações dolorosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Já devo ter autografado uma série de livros e talvez os encontre na prateleira de algum sebo. Não posso reclamar. A memória afetiva não cabe a mim ou a qualquer um, mas unicamente ao objeto que circulará por outras mãos e divulgará todas as minhas (nossas) intenções. Tampouco posso proibir que o presenteado se desfaça do agrado e com isso divulgue meu amor escondido. Se eu quisesse realmente não ser descoberto não ocuparia as páginas de uma obra – que até serve como consolo. Um amor não correspondido pode durar para sempre nas folhas de rosto. Quer eternizar uma prova de amor? Escreva um testamento e o repasse adiante por meio de um livro. Não há melhor prova e ele atingirá um grande número de adeptos.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro é cúmplice de algo que parecia estar esquecido, mas vive muito mais do que a memória de seu criador.</p>
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		<title>Qual é o seu Serengueti?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 17:37:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alta Books</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipe Alta Books]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[autodescoberta]]></category>
		<category><![CDATA[selva]]></category>
		<category><![CDATA[serengueti]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Daniel Schilklaper Equipe Alta Books Localizada no meio da África selvagem, a imensa planície denominada Serengueti abriga mais de 35 espécies de grandes mamíferos e mais de 500 espécies de pássaros. Não há outro lugar no mundo onde a disputa pela sobrevivência seja tão acirrada. São mais de 2 milhões de animais fazendo uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Daniel Schilklaper<br />
Equipe Alta Books</p>
<p>Localizada no meio da África selvagem, a imensa planície denominada Serengueti abriga mais de 35 espécies de grandes mamíferos e mais de 500 espécies de pássaros. Não há outro lugar no mundo onde a disputa pela sobrevivência seja tão acirrada. São mais de 2 milhões de animais fazendo uma jornada de mais de mil quilômetros cruzando o cruel Serengueti. O sistema de cadeia alimentar não perdoa, o instinto animal fala mais alto, quem dorme no ponto, morre.</p>
<p><a href="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/04/CapaMAIOR1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1078" title="CapaPoker 1.indd" src="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/04/CapaMAIOR1-209x300.jpg" alt="" width="209" height="300" /></a></p>
<p>Transportando esse cenário para a civilização, relativizando as realidades entre os animais irracionais e os ditos racionais, todo dia é dia de nós enfrentarmos o nosso Seringueti e é<br />
por isso que a Alta Books traz para o Brasil o bestseller do New York Times <em><a href="http://www.altabooks.com.br/product_info.php?products_id=617">Sobrevivendo<br />
ao Seu Serengueti</a></em>, um conto sobre a autodescoberta.</p>
<ul>
<li>Você tem um desafio que deseja superar?</li>
<li>Você deseja descobrir suas habilidades ocultas de sobrevivência?</li>
<li>Você tem um objetivo que ainda não alcançou?</li>
<li>Você gostaria de descobrir seus pontos fortes instintivos?</li>
<li>Você consegue tirar proveito do raciocínio para a solução de problemas?</li>
<li>Você conhece alguém com potencial para se destacar?</li>
<li>Você está procurando uma mensagem positiva para compartilhar?</li>
</ul>
<p><em><a href="http://www.altabooks.com.br/product_info.php?products_id=617">Sobrevivendo ao Seu Serengueti</a></em> traz lições preciosas para homens de negócios encurralados, seja na vida pessoal ou na profissional, tomando como base sete habilidades dos animais que se desenvolvem em condições extremas e que mudam constantemente, tal qual o nosso mundo corporativo. Você sabe qual é o seu Serengueti? Ingresse nessa jornada de autoconhecimento.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/BE02H-nb7_I" frameborder="0" width="490" height="315"></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Letra de médico e a reforma</title>
		<link>http://blog.altabooks.com.br/?p=1060</link>
		<comments>http://blog.altabooks.com.br/?p=1060#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 12:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angel Cabeza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Equipe Alta Books]]></category>
		<category><![CDATA[caligrafia]]></category>
		<category><![CDATA[letra]]></category>
		<category><![CDATA[médico]]></category>
		<category><![CDATA[ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[receituário]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos ficarão com raiva depois desta crônica. Acredito que já nutram por mim uma certa aversão, inclusive, quando mudo o tom da voz e começo a dar pitaco na vida alheia. Outros simpatizarão com o comentário, despretensioso diga-se antes. Seja qual for a parcela de apoio não importa, abro e não nego. Sou desses que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">Muitos ficarão com raiva depois desta crônica. Acredito que já nutram por mim uma certa aversão, inclusive, quando mudo o tom da voz e começo a dar pitaco na vida alheia. Outros simpatizarão com o comentário, despretensioso diga-se antes. Seja qual for a parcela de apoio não importa, abro e não nego. Sou desses que mostram o descontentamento e assumem riscos. E, além do mais, estava entalado na garganta faz vinte crônicas. Portanto, deixem para lá, encarem como um novo palpite e sigam a vida normalmente (ou com a pulga atrás da orelha).</p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/04/parede-angel-abril.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1061" title="parede - angel abril" src="http://blog.altabooks.com.br/wp-content/uploads/2012/04/parede-angel-abril-257x300.jpg" alt="" width="257" height="300" /></a></p>
<p align="JUSTIFY">Cansei das várias reformas que fomos obrigados a engolir durante os séculos, aplicadas ou utópicas. Salarial, agrária, educacional, religiosa, e demais que não passam de conversa e fazem com que o atual segundo grau seja um trem fantasma para os que passam por ele. Fosse somente ouvir, estaria feliz e satisfeito – tudo apenas no passado, que não perturba, aporrinha um pouco talvez, mas no passado. Só que a nossa civilização tem a mania de reciclar tudo aquilo que está ultrapassado; dar uma cara nova para um velho conceito (essas ongs estão fazendo algumas cabeças). E quando se trata de antiguidade, nada mais sadio do que uma recauchutada, inclusive&#8230; na língua.</p>
<p align="JUSTIFY">Sou de um tempo em que “vôo” possuía o chapeuzinho do vovô, que agora ficou careca de vez; descendente de um século em que letreiro de farmácia era grafado com PH, Pharmácia, o que proporcionava à palavra um brio a mais, uma beleza de moldes gregos quando líamos aquele PH enorme fazendo o papel do F, seu filho. Agora entramos na geração das coisas saudáveis e recicláveis: alimentação balanceada, yôga, meditação, e a tentativa de salvar o planeta reciclando papel, cartão, plástico, consciência e… a escrita, que um dia foi belamente grafada com PH, deu origem ao F e arrancou a peruca de voo.</p>
<p align="JUSTIFY">Não fiquei satisfeito com a reforma ortográfica. Não precisavam, novamente, meter a colher para remexer a salada. Para quem não lembra ou sequer tem noção, explico. Nossa língua sofreu diversas mutações para chegar ao que utilizamos atualmente. O primeiro texto em português era uma mistura de espanhol, português-mais-estranho-que-o-de-hoje e latim, segundo consta em alguns estudos e circula na internet. Depois, para facilitar o aprendizado, mudou-se tudo. Conseguimos uma comunicação impecável, formal, (mesmo nossa língua derivando do Latim pronunciado erroneamente). Todos praticamente intelectuais utilizando a língua mais complicada do mundo. Mais tarde entraram na jogada algumas gírias, neologismos e americanismos para ajudarem o time. Por fim, incluíram informalismos, elipses, palavras advindas da era do computador e, agora, suprimiram e mudaram alguns aspectos para reforçar ainda mais a salada. Certo, são pequenas alterações, nada de mais. Alguns acentos, hifens, tônicas, chapéus, coisas pequenas. Para um garotão isso não faz a menor diferença. E para o cara aqui, que sequer sabe profundamente a velha gramática, quanto mais a nova, como fica? Não lembro quando terminei meu colegial, quem dirá se os ditongos abertos perderam seus acentos (perderam) ou se as palavras K, W e Y passeiam pelo nosso alfabeto formando nomes exóticos como Klemylson, Klemonyldo ou Kletsowaldo – se alguém com prefixo Kle estiver lendo, minhas sinceras desculpas. Toda vez que for redigir alguma coisa, além do dicionário de sinônimos, do Houaiss e do Aurélio, portarei uma cartilha com os novos remendos ortográficos. Muito cansativo.</p>
<p align="JUSTIFY">Entenderia se quisessem se desfazer da crase. Ela é uma das coisas que detesto na língua e só serve para gerar confusão, como a própria raiz etimológica já descreve: crase vem do grego e significa fusão (coloquem o “con” na frente). É somente para fundir a cabeça do sujeito. Tanto faz escrever “Vou à Bolívia” ou “Vou a São Paulo”. Estarei lá da mesma forma e todos saberão disso, com crase ou não.</p>
<p align="JUSTIFY">Acredito que existam coisas mais importantes para serem recicladas, como, por exemplo, a caligrafia. Uma reforma caligráfica cairia muita bem aqui no Brasil. Não que eu esteja criticando a letra dos meus companheiros, pois tenho uns garranchos que só Deus sabe. Refiro-me àqueles (olha a crase) malditos receituários médicos que só fazem com que os doentes fiquem mais doentes ainda de tanta raiva pela tentativa de lê-los. É necessário um curso de egiptologia ou outro qualquer para decifrarmos os hieróglifos medicinais. Cada um que dá medo. O sujeito está acabado, vai ao médico, pega a receita e fica, juntamente com o cara do balcão, tentando decifrar se o remédio é ou não o nome do paciente e se a data é a referência da posologia ou a assinatura do médico. Se juntar tudo com a reforma, acabou-se, o doente bate as botas. Deveria ser proibido receituário em que rabiscos de crianças de dois anos fossem a última esperança dos enfermos. No fim das contas todos acabam comprando os remédios errados por culpa deles.</p>
<p align="JUSTIFY">Como sei que meu pedido passará despercebido, e ainda por cima arrancarão meu couro e proibirão minha entrada em qualquer academia, continuo escrevendo da forma antiga, não com PH, mas com os acentos, pontos, chapéus e tudo o mais que as palavras têm direito.</p>
<p align="JUSTIFY">Espero também que meu médico não se zangue, mas é a pura verdade. Se quiser, tenho uns caderninhos de caligrafia em casa, bonitinhos, com peixinhos e carneirinhos. Pelo menos adiantaria para alguma coisa, pois a reforma ortográfica nada fez, só complicou e me deixou estressado. E preciso de uma receita para calmante sem necessidade de fazer um curso de egiptologia ou algo parecido.</p>
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